segunda-feira, 7 de maio de 2012
Caafsnautas admiram fenômeno astronômico no Observatório Antares
Em Feira de Santana, visitantes e membros do Clube de Astronomia Amadora da cidade se reuniram sábado (5) no Observatório Astronômico Antares, no bairro Jardim Cruzeiro, para observar a lua cheia que, neste dia, surgiu no céu de maneira especial devido ao fenômeno astronômico "Super Lua".
No final da tarde, o satélite natural do nosso planeta parecia está 14% maior e 30% mais brilhante por que ele esteve mais próximo da Terra (Perigeu), cerca de 363 mil quilômetros, segundo especialistas.
“A última Lua cheia tão grande e próxima da Terra foi em Março de 1993”, de acordo com Geoff Chester, do Observatório Naval dos Estados Unidos, em Washington DC.
Quem quiser observar outros astros e planetas pelo telescópio e obter novos conhecimentos pode fazer uma visita ao Clube de Astronomia Amadora de Feira de Santana (Caafs) aos sábados, a partir das 17h, no Observatório Antares. Informações 75 8184-9772. (Por: Andréa Trindade)
domingo, 22 de abril de 2012
Hoje é o Dia da Terra. Não custa nada cuidar melhor dela!
Olhe bem para essa Bolinha Azul. De longe, é uma esfera azulada, pincelada de branco. De perto, é nossa casa, o local onde respiramos e passamos toda nossa vida. Suspensa no espaço, desde o começo dos tempos ela gira. A cada volta ela se transforma. Olhe bem para essa Bolinha Azul, porque hoje é dia dela!
Se fosse possível sair da Terra, veríamos essa bela imagem. Tudo que temos e amamos está ali. Nossas músicas prediletas, nossos amigos, aquela praia maravilhosa, aquele sorriso simples, os brinquedos no parque, os amores que temos e os que já se foram. Tudo, absolutamente tudo está nessa Bolinha Azul.
Ultimamente, não temos cuidado muito bem dela. Temos sido muito egoístas achando que a Bolinha aguenta todos os nossos desaforos e nossa ganância.
Em nome do progresso, desmatamos as florestas e poluímos os rios. E em nome da comodidade produzimos quantidades astronômicas de lixo que não temos mais onde colocar. Ironicamente, em nome de uma suposta "qualidade de vida" estamos imersos na poluição. E a Bolinha Azul aguentando nossos desmandos.
Hoje é o Dia da Terra e apesar de ser uma data simbólica, bem que podíamos fazer um esforcinho e cuidar um pouquinho mais dela. Atitudes pequenas como não jogar papel na rua, diminuir o uso do carro ou apagar as luzes ao sair da sala podem parecer pequenas, mas se cada um de nós fizer essa gentileza, a Bolinha Azul continuará girando saudável, pronta para guardar os melhores momentos da nossa vida. Não custa tentar. Experimente!
Ultimamente, não temos cuidado muito bem dela. Temos sido muito egoístas achando que a Bolinha aguenta todos os nossos desaforos e nossa ganância.
Em nome do progresso, desmatamos as florestas e poluímos os rios. E em nome da comodidade produzimos quantidades astronômicas de lixo que não temos mais onde colocar. Ironicamente, em nome de uma suposta "qualidade de vida" estamos imersos na poluição. E a Bolinha Azul aguentando nossos desmandos.
Hoje é o Dia da Terra e apesar de ser uma data simbólica, bem que podíamos fazer um esforcinho e cuidar um pouquinho mais dela. Atitudes pequenas como não jogar papel na rua, diminuir o uso do carro ou apagar as luzes ao sair da sala podem parecer pequenas, mas se cada um de nós fizer essa gentileza, a Bolinha Azul continuará girando saudável, pronta para guardar os melhores momentos da nossa vida. Não custa tentar. Experimente!
fonte: Apolo11
segunda-feira, 5 de março de 2012
XXV EREA - Encontro Regional de Ensino de Astronomia - Feira de Santana
Observatório Astronômico Antares/Museu Antares de Ciência e Tecnologia
Univesidade Estadual de Feira de Santana
Local: Observatório Astronômico Antares/UEFS
Data: 28 - 31 de Março de 2012 (inscrições abertas)
O grande propósito do projeto "As Escolas de Feira de Santana no Ano Internacional da Astronomia", apoiado pela FAPESB em 2010, foi o de dar continuidade as diversas ações realizadas em 2009 durante o Ano Internacional da Astronomia (AIA2009), pautadas em cursos, palestras, filmes, sessões no planetário, experimentos interativos de ciências, observações nos telescópios, etc., nas quais representaram a maior contribuição de divulgação científica organizada muldiamente para o público em geral, e que pôde ser traduzida em termos da popularização do conhecimento em Astronomia.
Vários resultados foram alcançados em nosso país, mas é necessário continuar as ações para garantir a consolidação dos mesmos. Desse modo, realizaremos durante o período de 28 a 31 de Março de 2012, no Observatório Astronômico Antares/Museu Antares de Ciência e Tecnologia da Universidade Estadual de Feira de Santana, o XXV EREA (Encontro Regional de Ensino de Astronomia)*, cujo propósito consiste em fomentar os professores de Feira de Santana e região (redes pública e particular de ensino) com atividades que auxiliem os mesmos nos conteúdos relacionado à ciência astronômica.
De fato, o compromisso de contribuir para a melhoria do ensino de ciências nas escolas de Feira de Santana foi assumido em 2003, quando foi lançado o projeto-embrião "Ensino e Difusão de Astronomia", apoiado pela Fundação Vitae e pelo CNPq.
* Os EREAs nasceram no Ano Internacional de Astronomia como um subprograma das diversas atividades e comemorações promovidas. Objetivam dar continuidade as diversas ações como uma estratégia eficaz para popularizar a ciência astronômica entre crianças, jovens e adultos em diversas cidades do país.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Feira sedia maior encontro de Astronomia do Norte Nordeste
Feira de Santana vai sediar nos dias 28 e 29 de maio o VII Encontro Interestadual Nordestino de Astronomia (EINA). O evento será realizado no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), onde haverá apresentação de trabalhos, mini-cursos, palestras e painéis com temas ligados a Astronomia. Entre os palestrantes convidados estão os astrônomos Maria Elizabeth Zucolotto (especialista em meteoritos – ON / RJ) e o professor doutor Hamachrisna Teixeira (IAG - USP).
O encontro ocorre desde 2005 em várias cidades do nordeste e neste ano Feira foi a escolhida para sediar o evento que tem como objetivo promover o intercâmbio entre as várias associações e entidades que agregam astrônomos profissionais e amadores, além de pessoas interessadas em desenvolver projetos de ensino, divulgação e pesquisa em Astronomia.
O EINA é aberto ao público e a edição deste ano foi organizada pelo Clube de Astronomia Amadora de Feira de Santana e pelo Observatório Astronômico Antares/UEFS em parceria com o Museu Parque do Saber Dival da Silva Pitombo.
A cidade é a única do Norte e Nordeste que possui dois planetários e um observatório astronômico dotado de equipamentos modernos e que se dedica às atividades de pesquisa e popularização da Astronomia.
A programação do Encontro está disponível na pagina www.viieina.hd1.com.br
O encontro ocorre desde 2005 em várias cidades do nordeste e neste ano Feira foi a escolhida para sediar o evento que tem como objetivo promover o intercâmbio entre as várias associações e entidades que agregam astrônomos profissionais e amadores, além de pessoas interessadas em desenvolver projetos de ensino, divulgação e pesquisa em Astronomia.
O EINA é aberto ao público e a edição deste ano foi organizada pelo Clube de Astronomia Amadora de Feira de Santana e pelo Observatório Astronômico Antares/UEFS em parceria com o Museu Parque do Saber Dival da Silva Pitombo.
A cidade é a única do Norte e Nordeste que possui dois planetários e um observatório astronômico dotado de equipamentos modernos e que se dedica às atividades de pesquisa e popularização da Astronomia.
A programação do Encontro está disponível na pagina www.viieina.hd1.com.br
segunda-feira, 28 de março de 2011
Telescópio descobre novo sistema planetário
Cientistas anunciaram a descoberta de um novo sistema solar com pelo menos seis planetas em órbita surpreendentemente próxima de uma estrela.A observação vem sendo considerada a mais importante desde que o primeiro planeta fora do nosso sistema solar foi descoberto, em 1995.A descoberta foi feita pelo telescópio espacial Kepler, posto em órbita há dois anos pela agência espacial americana, Nasa.Telescópio espacial Kepler
O telescópio Kepler está ampliando o conhecimento sobre o universo.Examinando apenas uma parte do céu, ele já descobriu um novo sistema planetário e a existência de mais de 500 planetas foi confirmada.
No entanto, este número pode chegar a 1.235.Entre as descobertas feitas pelo telescópio espacial estão ainda 54 planetas que, segundo cientistas, seriam candidatos a ter condições de abrigar vida.Segundo os cálculos mais recentes, a órbita deles proporcionaria temperaturas nem quentes nem frias demais. As informações são da BBC Brasil.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Tudo pronto para o lançamento do foguete brasileiro VSB-30
A Agência Espacial Brasileira, AEB, confirmou para este sábado o lançamento de mais um foguete de sondagem de dois estágios VSB-30. Na segunda-feira, a agência já havia lançado com sucesso o foguete de médio porte Improved Orion, com objetivo de realizar testes dos sistemas de telemetria que serão usados na operação desse sábado, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.
Inicialmente marcado para terça-feira, dia 7, o lançamento-piloto do Orion foi antecipado devido às boas condições do tempo. Com cinco metros de comprimento, o Orion riscou o céu durante 5 minutos e 16 segundos, atingindo 104 quilômetros de altitude. Em seguida caiu no oceano Atlântico a cerca de 73 quilômetros da costa maranhense.
O lançamento serviu para testar os sistemas de telemetria tanto do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), como do Centro de Lançamento Barreira do Inferno, em Natal, no Rio Grande do Norte, que também participou da atividade. Segundo as autoridades, todos os radares de acompanhamento também foram checados.
"Tudo ocorreu conforme o esperado. É um padrão realizar a contagem regressiva simulada e, como vimos que havia a possibilidade de fazer o lançamento, nós o fizemos", comemorou o diretor-geral do CLA, coronel Ricardo Rodrigues Rangel.
O lançamento serviu para testar os sistemas de telemetria tanto do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), como do Centro de Lançamento Barreira do Inferno, em Natal, no Rio Grande do Norte, que também participou da atividade. Segundo as autoridades, todos os radares de acompanhamento também foram checados.
"Tudo ocorreu conforme o esperado. É um padrão realizar a contagem regressiva simulada e, como vimos que havia a possibilidade de fazer o lançamento, nós o fizemos", comemorou o diretor-geral do CLA, coronel Ricardo Rodrigues Rangel.
A operação da última segunda-feira foi estimada em R$ 180 mil e é uma parceria da Agência Espacial Brasileira com a Agência Espacial Alemã.
"O lançamento de um VSB-30 é bem mais trabalhoso, a cronologia simulada dele demora cerca de 10 horas para testar todos os equipamentos. Por isso, é necessário uma série de cuidados para que o lançamento seja um sucesso”, afirmou Rangel.
"O lançamento de um VSB-30 é bem mais trabalhoso, a cronologia simulada dele demora cerca de 10 horas para testar todos os equipamentos. Por isso, é necessário uma série de cuidados para que o lançamento seja um sucesso”, afirmou Rangel.
Objetivo
Batizada de Operação Maracati II, a missão pretende levar diversos experimentos científicos para testes em microgravidade.
Serão 10 experimentos ligados às áreas de tecnologia, biologia e desenvolvimento de sistemas para atividades espaciais criados por universidades, institutos de pesquisas e por alunos do ensino fundamental.
Grande parte da carga de experimentos precisará ser recuperada posteriormente, por isso as equipes responsáveis pelo resgate têm uma grande preocupação. A carga cairá em alto mar freada por um sistema de paraquedas e para seu resgate foram colocados à disposição um navio e dois helicópteros da Aeronáutica e da Marinha.
Lançamento
A primeira janela de lançamento está prevista para sábado às 15h00 no horário de Brasília, caso as condições do tempo sejam favoráveis. Se a primeira tentativa não for possível, uma segunda janela será aberta no domingo, também às 15 horas. Outra possibilidade ainda é adiantar em uma hora o lançamento deste sábado.
"Nossa expectativa é de que as condições de vento ajudem a realizar esse lançamento já no sábado", disse Rangel.
Batizada de Operação Maracati II, a missão pretende levar diversos experimentos científicos para testes em microgravidade.
Serão 10 experimentos ligados às áreas de tecnologia, biologia e desenvolvimento de sistemas para atividades espaciais criados por universidades, institutos de pesquisas e por alunos do ensino fundamental.
Grande parte da carga de experimentos precisará ser recuperada posteriormente, por isso as equipes responsáveis pelo resgate têm uma grande preocupação. A carga cairá em alto mar freada por um sistema de paraquedas e para seu resgate foram colocados à disposição um navio e dois helicópteros da Aeronáutica e da Marinha.
Lançamento
A primeira janela de lançamento está prevista para sábado às 15h00 no horário de Brasília, caso as condições do tempo sejam favoráveis. Se a primeira tentativa não for possível, uma segunda janela será aberta no domingo, também às 15 horas. Outra possibilidade ainda é adiantar em uma hora o lançamento deste sábado.
"Nossa expectativa é de que as condições de vento ajudem a realizar esse lançamento já no sábado", disse Rangel.
Conheça o VSB-30
O VSB-30 está em operação desde 2004 e deverá em breve ser utilizado em programas espaciais europeus. Trata-se de um lançador de pequeno porte de dois estágios, estabilizado rotacionalmente. Tem 12.7 metros de comprimento e é capaz de atingir uma altitude de até 250 quilômetros com uma carga de até 450 quilos. Ao contrário dos foguetes tradicionais, não existe uma torre de lançamento e o VSB-30 decola apoiado por trilhos. Depois de lançado, o artefato supera a velocidade Mach 6 (seis vezes a velocidade do som).
Esse já o terceiro lançamento realizado no Brasil e o décimo no total. Os outros lançamentos ocorreram da Suécia e foram bem-sucedidos. Em território brasileiro, o único lançamento ocorreu em julho de 2007. Na ocasião o foguete alcançou 280 km de altitude, mas a carga útil não foi recuperada e apenas parte dos resultados dos experimentos foi obtida.
Direitos Reservados
Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/espaco_brasil.php?posic=dat_20101209-094808.inc
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Cientistas confirmam possibilidade de vida exótica na Terra
Carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre são os seis blocos básicos de todas as formas de vida conhecida na Terra e todo o conhecimento no campo da biologia está baseado nessa composição. No entanto, uma equipe de cientistas norte-americanos confirmou ontem que uma bactéria bastante exótica trocou o fósforo pelo arsênio em sua cadeia de DNA, abrindo espaço para a possibilidade de outras formas de vida não conhecidas.
A descoberta foi divulgada nesta quinta-feira pela agência espacial americana, Nasa, após a conclusão de um estudo custeado com fundos da própria agência a um grupo de pesquisadores ligados à Universidade da Califórnia, USGS, Laboratório Nacional Lawrence Livermore e Universidade de Stanford.
O estudo foi conduzido inicialmente no severo ambiente do lago Mono, na Califórnia, onde os cientistas descobriram os primeiros seres vivos capazes de se reproduzir usando o tóxico arsênio no lugar do fósforo, considerado até o momento um elemento essencial de todas as células vivas. O fósforo faz parte da cadeia de DNA e RNA, as estruturas genéticas que carregam todas as informações dos seres vivos.
O arsênico é quimicamente similar ao fósforo, mas ao contrário desse é altamente venenoso para as formas de vida na Terra.
"Sabemos que alguns micróbios podem respirar arsênio, mas o que encontramos é uma bactéria que faz algo surpreendente, ao construir partes de si mesma com arsênio", disse a astrobióloga Wolfe Felisa-Simon, do Instituto Nacional de Pesquisas Geológicas, USGS, ligado à universidade da Califórnia. "Se alguma coisa aqui na Terra pode fazer algo tão inesperado, o que não podemos esperar em ambientes que ainda nem conhecemos?", completou a pesquisadora.
O estudo foi conduzido inicialmente no severo ambiente do lago Mono, na Califórnia, onde os cientistas descobriram os primeiros seres vivos capazes de se reproduzir usando o tóxico arsênio no lugar do fósforo, considerado até o momento um elemento essencial de todas as células vivas. O fósforo faz parte da cadeia de DNA e RNA, as estruturas genéticas que carregam todas as informações dos seres vivos.
O arsênico é quimicamente similar ao fósforo, mas ao contrário desse é altamente venenoso para as formas de vida na Terra.
"Sabemos que alguns micróbios podem respirar arsênio, mas o que encontramos é uma bactéria que faz algo surpreendente, ao construir partes de si mesma com arsênio", disse a astrobióloga Wolfe Felisa-Simon, do Instituto Nacional de Pesquisas Geológicas, USGS, ligado à universidade da Califórnia. "Se alguma coisa aqui na Terra pode fazer algo tão inesperado, o que não podemos esperar em ambientes que ainda nem conhecemos?", completou a pesquisadora.
De fato, a descoberta de formas de vida que sejam baseadas nos tradicionais elementos abre um vasto campo de pesquisas, não só na Terra, mas também no espaço. Até agora, as pesquisas por formas de vida em outros planetas estava alicerçada nos seis elementos básicos, mas a descoberta de que o arsênio também pode fazer parte da cadeia de DNA obriga os cientistas a reorganizarem os métodos de busca, ampliando sobremaneira o leque de possibilidades.
Batizado de GFAJ-1, o microorganismo é membro de um grupo comum de bactéria, a Gamaproteobacteria. No laboratório, os investigadores cultivaram os micróbios do lago em uma dieta pobre em fósforo, substituída por porções de arsênio. Durante a remoção do fósforo, os micróbios continuaram a crescer e as análises posteriores mostraram que o arsênio estava sendo utilizado pelas bactérias para produzir os blocos de construção de novas células de GFAJ-1.
A equipe optou por explorar o lago Mono devido à sua composição química incomum, especialmente a sua alta salinidade e alcalinidade e níveis elevados de arsênio, resultado da ausência de fontes de água doce há mais 50 anos.
Para Steven Benner, bioquímico especialista em evolução molecular junto à Universidade de Harvard, apesar de revolucionária, a descoberta é única e precisará ser confrontada com todas as pesquisas anteriores, que ligam a possibilidade de vida unicamente aos seis elementos básicos. "Essa é uma exceção surpreendente", disse Benner.
Assinado pela pesquisadora Felisa Wolfe-Simon e publicado esta semana pela revista científica Science, o estudo permitirá o avanço nas pesquisas em várias áreas, incluindo a evolução da vida na Terra, química orgânica, ciclos bioquímicos e controle de doenças, além de abrir novas perspectivas nas áreas de microbiologia e astrobiologia.
Fotos: No topo, imagem feita por microscópio eletrônico mostra dois exemplares da bactéria mesma GFAJ-1. À esquerda, utilizando o elemento arsênio na construção da cadeia do DNA e à direita, usado fósforo. Acima, a pesquisadora Wolfe Felisa-Simon, autora da descoberta, durante trabalhos na região do lago Mono, na Califórnia. Créditos: Nasa/Apolo11.com.
Direitos Reservados
Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/invencoes_descobertas.php?posic=dat_20101203-074704.inc
Batizado de GFAJ-1, o microorganismo é membro de um grupo comum de bactéria, a Gamaproteobacteria. No laboratório, os investigadores cultivaram os micróbios do lago em uma dieta pobre em fósforo, substituída por porções de arsênio. Durante a remoção do fósforo, os micróbios continuaram a crescer e as análises posteriores mostraram que o arsênio estava sendo utilizado pelas bactérias para produzir os blocos de construção de novas células de GFAJ-1.
A equipe optou por explorar o lago Mono devido à sua composição química incomum, especialmente a sua alta salinidade e alcalinidade e níveis elevados de arsênio, resultado da ausência de fontes de água doce há mais 50 anos.
Para Steven Benner, bioquímico especialista em evolução molecular junto à Universidade de Harvard, apesar de revolucionária, a descoberta é única e precisará ser confrontada com todas as pesquisas anteriores, que ligam a possibilidade de vida unicamente aos seis elementos básicos. "Essa é uma exceção surpreendente", disse Benner.
Assinado pela pesquisadora Felisa Wolfe-Simon e publicado esta semana pela revista científica Science, o estudo permitirá o avanço nas pesquisas em várias áreas, incluindo a evolução da vida na Terra, química orgânica, ciclos bioquímicos e controle de doenças, além de abrir novas perspectivas nas áreas de microbiologia e astrobiologia.
Fotos: No topo, imagem feita por microscópio eletrônico mostra dois exemplares da bactéria mesma GFAJ-1. À esquerda, utilizando o elemento arsênio na construção da cadeia do DNA e à direita, usado fósforo. Acima, a pesquisadora Wolfe Felisa-Simon, autora da descoberta, durante trabalhos na região do lago Mono, na Califórnia. Créditos: Nasa/Apolo11.com.
Direitos Reservados
Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/invencoes_descobertas.php?posic=dat_20101203-074704.inc
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Galáxia pode conter buraco negro mais jovem já registrado, diz Nasa
Astrônomos da Nasa afirmaram na segunda-feira (15) ter descoberto o buraco negro mais jovem já registrado. Localizado na galáxia M100, o objeto provavelmente surgiu após a explosão de uma estrela com muita massa, fenômeno conhecido como supernova e que foi detectado por astrônomos na Terra em 1979. Teria, portanto, apenas 30 anos de existência, contados desde a detecção da explosão.

A supernova SN 1979C é indicada na parte inferior da foto, feita pelo Telesc (Foto: Nasa / AFP Photo)
A idade diz respeito ao conhecimento do fenômeno a partir da Terra, já que o corpo está distante 50 milhões de anos-luz. Observações feitas com os telescópios Chandra e Spitzer, da Nasa, e do Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) permitiram a descoberta. A galáxia M110 está localizada na direção da constelação de Virgem, em um aglomerado de galáxias com o mesmo nome.
Buraco negro 1 Imagem da galáxia M100, localizada a 50 milhões de anos-luz da Terra.
Catalogada como SN1979C, a explosão marcou o fim de uma estrela muito massiva, detectada por um astrônomo amador no final da década de 1970. Caso a interpretação agora dada pelos cientistas ao destino da supernova seja correta, o buraco negro teria se originado a partir dessa destruição, após os resquícios do grande astro formarem um objeto com grande densidade e dimensões pequenas.
Caso confirmada, a análise da supernova é válida aos estudiosos pois fornecerá dados sobre os estágios iniciais do nascimento de um buraco negro.
Buracos negros
Buracos negros são corpos muito densos, com dimensões menores que as dos planetas do Sistema Solar. São o estágio final da evolução de estrelas muito pesadas, algumas com milhares de vezes a massa do Sol, que duram apenas milhões de anos e explodem como supernovas.
No centro de cada buraco negro há um objeto sem dimensão e com densidade infinita conhecido como singularidade. Neste local nem mesmo a luz consegue ter velocidade suficiente para escapar. A região em volta de uma singularidade recebe o nome de buraco negro.Toda informação desta região não consegue ser detectada de forma direta, uma vez que a velocidade da luz é o limite conhecido para o deslocamento de qualquer fenômeno.(G1)

A supernova SN 1979C é indicada na parte inferior da foto, feita pelo Telesc (Foto: Nasa / AFP Photo)
A idade diz respeito ao conhecimento do fenômeno a partir da Terra, já que o corpo está distante 50 milhões de anos-luz. Observações feitas com os telescópios Chandra e Spitzer, da Nasa, e do Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) permitiram a descoberta. A galáxia M110 está localizada na direção da constelação de Virgem, em um aglomerado de galáxias com o mesmo nome.
Buraco negro 1 Imagem da galáxia M100, localizada a 50 milhões de anos-luz da Terra.
Catalogada como SN1979C, a explosão marcou o fim de uma estrela muito massiva, detectada por um astrônomo amador no final da década de 1970. Caso a interpretação agora dada pelos cientistas ao destino da supernova seja correta, o buraco negro teria se originado a partir dessa destruição, após os resquícios do grande astro formarem um objeto com grande densidade e dimensões pequenas.
Caso confirmada, a análise da supernova é válida aos estudiosos pois fornecerá dados sobre os estágios iniciais do nascimento de um buraco negro.
Buracos negros
Buracos negros são corpos muito densos, com dimensões menores que as dos planetas do Sistema Solar. São o estágio final da evolução de estrelas muito pesadas, algumas com milhares de vezes a massa do Sol, que duram apenas milhões de anos e explodem como supernovas.
No centro de cada buraco negro há um objeto sem dimensão e com densidade infinita conhecido como singularidade. Neste local nem mesmo a luz consegue ter velocidade suficiente para escapar. A região em volta de uma singularidade recebe o nome de buraco negro.Toda informação desta região não consegue ser detectada de forma direta, uma vez que a velocidade da luz é o limite conhecido para o deslocamento de qualquer fenômeno.(G1)
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Telescópio espacial descobre 'bolhas' no centro da Via Láctea

A Nasa anunciou nesta terça-feira (9) a descoberta de duas bolhas de raios gama no centro da Via Láctea. As estruturas foram detectadas pelo telescópio espacial Fermi. "Não compreendemos completamente sua natureza e origem", afirmou o astrônomo Doug Finkbeiner, o primeiro a discernir a estrutura, que pode ser remanescente de uma erupção de um super buraco negro no centro de nossa galáxia. (ilustração: Nasa Goddard
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Cometa Hartley 2 visível com binóculos
Rolando Ligustri usando um telescópio de 10 polegadas f/3.4 Takahashi Epsilon 250 fotografou o cometa em 6 de Setembro.
O cometa Hartley 2 está cada vez mais próximo da Terra e as imagens vão ficando cada vez mais bonitas. Durante o seu perihélio, 20 de outubro, ele passsa a uma distância de 17,6 milhôes de km de nós, igual a 45 vezes a distância da Terra à Lua. Durante este período ele poderá ser visto a olho nu por observadores no hemisfério Norte.
Os melhores dias para a contemplação no hemisfério Sul com pequenos instrumentos, como binóculos, será no início de novembro, de madrugada. Como a Lua Minguante estará no Céu, o melhor horário será antes dela nascer. No dia 4 de novembro será um dos melhores dias. Olhe para a constelação de Gêmeos, cerca de 1h antes do nascer-do-sol (veja o mapa abaixo). Neste mesmo dia a sonda EPOXI fará um sobrevoo a uma distância de cerda de 1000km para tirar fotos e comparar com outro cometa já visitado pela mesma sonda.
A sonda EPOXI é uma missão estendida da NASA que utiliza a sonda Deep Impact, redirecionada para outro objetivo depois de ter cumprido sua missão primária: em 2005 ela filmou a colisão de sua outra parte com o cometa Tempel I.
Descoberto em 1986, o cometa tem um período de apenas 6,46 anos.
Os melhores dias para a contemplação no hemisfério Sul com pequenos instrumentos, como binóculos, será no início de novembro, de madrugada. Como a Lua Minguante estará no Céu, o melhor horário será antes dela nascer. No dia 4 de novembro será um dos melhores dias. Olhe para a constelação de Gêmeos, cerca de 1h antes do nascer-do-sol (veja o mapa abaixo). Neste mesmo dia a sonda EPOXI fará um sobrevoo a uma distância de cerda de 1000km para tirar fotos e comparar com outro cometa já visitado pela mesma sonda.
A sonda EPOXI é uma missão estendida da NASA que utiliza a sonda Deep Impact, redirecionada para outro objetivo depois de ter cumprido sua missão primária: em 2005 ela filmou a colisão de sua outra parte com o cometa Tempel I.
Descoberto em 1986, o cometa tem um período de apenas 6,46 anos.
fonte: http://www.cce.ufes.br/goa/cometa.hartley.html
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Marte: jipe Opportunity frente a frente com meteorito marciano
A agência espacial americana, Nasa, divulgou esta semana uma imagem super aproximada de uma rocha assentada sobre a superfície de Marte. A cena foi registrada pelo explorador robótico Opportunity, que analisou a composição da pedra e confirmou as suspeitas dos pesquisadores.
De acordo com Laboratório de Propulsão a Jato, JPL, foram usados diversos instrumentos para analisar a textura e a composição da rocha, entre eles um imageador microscópico e u espectrômetro de raios-x e partículas alfa, que fazem parte do conjunto de instrumentos a bordo do jipe-robô.
Os primeiros resultados confirmam que a rocha, batizada de "Oileán Ruaidh", é de fato um meteorito de 48 centímetros, composto principalmente de níquel e ferro, confirmando as suspeitas dos pesquisadores americanos. Segundo o JPL, traços de outros elementos químicos foram detectados, mas em frações infinitesimais.
As primeiras imagens de "Oileán Ruaidh" (pronuncia-se ai-len ruah) foram feitas em 16 de setembro de 2010, durante o 2363º dia marciano de atividade do jipe Opportunity. A cena mostrada foi feita no dia 24 de setembro, durante o 2371º Sol (quantidade de dias marcianos desde que o jipe pousou na superfície). A imagem apresenta as cores reais do meteorito e foi feita por três câmeras, filtrando os comprimentos de onda de 601, 535 e 482 nanômetros.
Após coletar os dados de Oilean Ruaidh, o Opportunity se deslocou por 100 metros e retomou a sua jornada em direção à cratera Endeavour, sua próxima missão de longo prazo.
A exploração do jipe Opportunity é uma das mais bem sucedidas missões planetárias. O jipe já percorreu 23.5 quilômetros no solo marciano. Somados à expedição de seu irmão gêmeo Spirit, do outro lado do planeta, a exploração marciana detêm o recorde de mais de 31 quilômetros de trilhas percorridas.
Foto: Close-up do meteorito Oileán Ruaidh, registrado pelo jipe-robótico Opportunity, em 24 de setembro de 2010. Crédito:NASA/JPL-Caltech/Cornell University
De acordo com Laboratório de Propulsão a Jato, JPL, foram usados diversos instrumentos para analisar a textura e a composição da rocha, entre eles um imageador microscópico e u espectrômetro de raios-x e partículas alfa, que fazem parte do conjunto de instrumentos a bordo do jipe-robô.
Os primeiros resultados confirmam que a rocha, batizada de "Oileán Ruaidh", é de fato um meteorito de 48 centímetros, composto principalmente de níquel e ferro, confirmando as suspeitas dos pesquisadores americanos. Segundo o JPL, traços de outros elementos químicos foram detectados, mas em frações infinitesimais.
As primeiras imagens de "Oileán Ruaidh" (pronuncia-se ai-len ruah) foram feitas em 16 de setembro de 2010, durante o 2363º dia marciano de atividade do jipe Opportunity. A cena mostrada foi feita no dia 24 de setembro, durante o 2371º Sol (quantidade de dias marcianos desde que o jipe pousou na superfície). A imagem apresenta as cores reais do meteorito e foi feita por três câmeras, filtrando os comprimentos de onda de 601, 535 e 482 nanômetros.
Após coletar os dados de Oilean Ruaidh, o Opportunity se deslocou por 100 metros e retomou a sua jornada em direção à cratera Endeavour, sua próxima missão de longo prazo.
A exploração do jipe Opportunity é uma das mais bem sucedidas missões planetárias. O jipe já percorreu 23.5 quilômetros no solo marciano. Somados à expedição de seu irmão gêmeo Spirit, do outro lado do planeta, a exploração marciana detêm o recorde de mais de 31 quilômetros de trilhas percorridas.
Foto: Close-up do meteorito Oileán Ruaidh, registrado pelo jipe-robótico Opportunity, em 24 de setembro de 2010. Crédito:NASA/JPL-Caltech/Cornell University
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Saiba quais estrelas fazem parte da Bandeira Brasileira
De todos os símbolos nacionais, a Bandeira é aquele que primeiro aprendemos a conhecer. Afinal, sua presença é quase certa nas competições esportivas e nos atos políticos. Durante a Copa do Mundo, então, nem se fala: estão sempre estampadas nas camisetas, bonés e fachadas de prédios.
O simbolismo das cores também é consenso geral. Apesar de não ser oficialmente decretado, todos nós sabemos que o verde representa as matas, o amarelo o ouro, o azul o céu e o branco a paz. Mas o que significa aquele monte de estrelas destacadas dentro do azul celeste?
Se você não sabe quais são aquelas estrelas e seus significados, esse artigo foi feito pra você. E se já sabe, nunca é demais lembrar!
As estrelas estampadas em nosso Pavilhão Nacional representam os 26 Estados e o Distrito Federal e fazem parte de um fiel retrato do céu do Rio de Janeiro às 20h30 do dia 15 de novembro de 1889, dia da Proclamação da República, como visto por um observador situado fora da esfera celeste. A estrela solitária acima da faixa branca é Spica, da constelação de Virgem. Representa o Estado do Pará, cuja capital Belém era a única situada acima da linha do equador à época da proclamação.
Os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Espírito Santo estão representados pela constelação do Cruzeiro do Sul. A cidade de Brasília, fundada 50 anos depois aparece representada pela estrela sigma do Octante, também chamada Polaris Australis ou Polar do Sul. Essa estrela tem brilho muito tênue, quase no limite da visão humana, e permanece praticamente fixa no céu das latitudes mais elevadas do hemisfério sul. Polaris Australis está sempre acima do horizonte austral e devido à sua posição quase fixa, todas as outras estrelas parecem girar ao seu redor.
A estrela Sirius, a mais brilhante do firmamento representa o Estado de Mato de Grosso, enquanto a estrela Antares, o coração da constelação do escorpião, simboliza o Estado do Maranhão.
As estrelas estampadas em nosso Pavilhão Nacional representam os 26 Estados e o Distrito Federal e fazem parte de um fiel retrato do céu do Rio de Janeiro às 20h30 do dia 15 de novembro de 1889, dia da Proclamação da República, como visto por um observador situado fora da esfera celeste. A estrela solitária acima da faixa branca é Spica, da constelação de Virgem. Representa o Estado do Pará, cuja capital Belém era a única situada acima da linha do equador à época da proclamação.
Os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Espírito Santo estão representados pela constelação do Cruzeiro do Sul. A cidade de Brasília, fundada 50 anos depois aparece representada pela estrela sigma do Octante, também chamada Polaris Australis ou Polar do Sul. Essa estrela tem brilho muito tênue, quase no limite da visão humana, e permanece praticamente fixa no céu das latitudes mais elevadas do hemisfério sul. Polaris Australis está sempre acima do horizonte austral e devido à sua posição quase fixa, todas as outras estrelas parecem girar ao seu redor.
A estrela Sirius, a mais brilhante do firmamento representa o Estado de Mato de Grosso, enquanto a estrela Antares, o coração da constelação do escorpião, simboliza o Estado do Maranhão.
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