quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

15% dos sistemas solares são similares ao da Terra

Um estudo realizado por um grupo de astrônomos ligado ao programa Microlensing Follow-Up Network (MicroFUN), sediado na Universidade de Ohio (EUA), trouxe importantes conclusões sobre o Universo. O programa mapeia o céu na busca de planetas fora do sistema solar.


Após dez anos de pesquisas, os astrônomos concluíram que apenas 15% dos sistemas solares existentes no universo são similares ao da Terra.
Os cientistas viram o resultado como positivo pois a pesquisa pode ajudar numa estimativa aproximada das possibilidades de vida no resto do Universo. "Com bilhões de estrelas, reduzir as possibilidades para 10% significa que pode haver algumas centenas de milhões de sistemas similares. Agora sabemos qual é nosso lugar no Universo", afirmou o astrônomo Scott Gaudi, da Universidade de Ohio.

Os resultados serão apresentados em Washington nesta quarta-feira (6), durante uma reunião da Sociedade Astronômica Americana.
Em quatro anos, os astrônomos descobriram apenas um sistema solar parecido com o nosso, com dois planetas gigantes gasosos similares a Júpiter e Saturno.
O efeito chamado de microlente gravitacional ajudou os cientistas a realizarem esse mapeamento. “A estrela mais próxima amplifica a luz da mais distante, como se fosse uma lente. Esse efeito é mais intenso se houver planetas em órbita em torno da estrela que age como lente”.



Fonte:

www.apolo11.com

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Projeto como vejo o céu: Praça de Alimentação- Feira de Santana

O projeto executado pelo CAAFS, "Como vejo o céu", tem como objetivo mostrar o céu para os transeuntes de lugares muito movimentados.

No dia 24 de novembro do corrente ano, o clube de astronomia de Feira de Santana monta sua estrutura no centro de Feira de Santana na Avenida Getulio Vargas próximo a Praça de Alimentação. Neste dia a lua estava exatamente na sua fase crescente, ou seja, 50% da sua face iluminada pelo sol está voltada para a Terra. Esta fase sem duvida é a ideal para mostrar ao publico, dentre os vários motivos estão o contraste que ocorre entre o lado iluminado e o não iluminado, outro fator é o brilho nessa fase não ofusca a visão de quem observa e o fator que mais interessa ao observador é visualização das crateras que são melhoras nesta situação sendo vista com mais nitidez.

    

Outro objeto que foi visualizado no local foi o planeta Júpiter que estava especialemtne brilhante com sua magnitude negativa de 1.8, junto com 3 das suas 4 luas Galileanas.

Cerca de 80 pessoas passearam pela estrutura montada pelo CAAFS, que compreendia em 3 telescópios arrumados numa seqüência: o primeiro telescópio foi o Meade 25 cm de diâmetro apontado para o júpiter, segundo telescópio um refrator 70 mm com uma lente de campo amplo mostrava a lua completa e por final um refletor 76 mm com uma lente de 10 mm mostrava algumas crateras da lua bem focalizada.

O CAAFS encerrou a atividade aproximadamente às 9h e 45min com a sensação de mais um projeto bem sucedido no que diz respeito na divulgação da astronomia.


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Dados do impacto de sonda da Nasa confirmam água na Lua

Os resultados do impacto que a Nasa (agência espacial norte-americana) realizou com uma sonda na Lua confirmaram quantidade significativa de água no satélite da Terra, divulgou a agência nesta sexta-feira (13).
A água representa um potencial recurso para sustentar uma futura exploração lunar.

Dados preliminares do LCross (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite) indicam que a missão descobriu água com sucesso durante os impactos realizados em 9 de outubro, na região permanentemente coberta de sombras de Cabeus, próxima ao polo sul da Lua.

"Estamos extasiados", disse Anthony Colaprete, cientista do LCross e principal pesquisador do Centro de Pesquisa em Moffet Field, da Nasa.

"Múltiplas linhas de evidência" mostram que a água estava presente nas duas partes do material expelido pela cratera Cabeus, o que torna "seguro dizer que ela possui água", completa ele.

O grupo de pesquisa utilizou conhecidas "assinaturas" espectrais infravermelhas da água e de outros materiais e as comparou com o espectro próximo ao infravermelho coletado pela LCross para a verificação.

Cientistas especularam por muito tempo sobre a fonte de vastas quantidades de hidrogênio que foram observados nos polos lunares. As descobertas da LCross mostram que a água na Lua deve ser em maior quantidade e mais distribuída pelo astro do que suspeitado previamente.

O impacto criado pelo estágio superior do foguete Centauro do LCross criou um volume de material em duas partes a partir da base da cratera, diz a Nasa. A primeira parte era composta de vapor e poeira fina e a segunda, de materiais mais pesados.

Chaves

"Estamos revelando os mistérios de nosso vizinho mais próximo e por extensão do Sistema Solar", disse Michael Wargo, cientista-chefe lunar na sede da Nasa em Washington.

As áreas permanentemente sombreadas "guardam uma chave para a história e evolução do Sistema Solar", diz o comunicado da Nasa.

A agência espacial também diz que, desde que ocorreram os impactos, a equipe de cientistas da LCross "trabalhou sem parar" para analisar a gigantesca quantidade de dados que a nave coletou.

A equipe se concentrou em dados dos espectrômetros do satélite, que fornecem a mais definitiva informação sobre a presença de água. Um espectrômetro examina luz emitida ou absorvida pelos materiais, o que ajuda a identificar a composição deles.



Fonte:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u652093.shtml


Sonda registra Phobos e mostra detalhes da lua marciana

Que Marte tem muitas coisas em comum com a Terra, não há dúvidas. São desertos, canais, vales e vulcões adormecidos que em muito lembram nosso planeta. Mas dizer que a lua Phobos do Planeta Vermelho é parecida com nossa Lua, aí é preciso de muita imaginação.

 Fobos é muito estranho e irregular e de todos os satélites do Sistema Solar é a que mais próximo orbita o planeta- mãe, a menos de seis mil quilômetros de distância. É também muito pequeno, com cerca de 26 km de diâmetro e mesmo com esse diminuto tamanho conseguiu ser acertado em cheio por um objeto, que o marcou com uma cratera com a metade do seu tamanho.
A foto acima foi feita pela câmera de alta resolução HiRise, a bordo da sonda norte-americana Mars Reconnaissance Orbiter, MRO. A cena mostra uma das faces do satélite Phobos, marcada pela presença indisfarçável da grande cratera Stickney, de 9 mil km de diâmetro.
Mesmo com 1 milésimo da gravidade da terrestre, estrias de material ejetado após o impacto podem ser vistas deslizando pela encosta da cratera. As áreas claras e ligeiramente azuladas próximas à borda indicam uma superfície exposta relativamente jovem. A origem das ranhuras ao longo da superfície ainda permanece um mistério, mas de acordo com especialistas em geologia planetária pode estar relacionada à própria formação das crateras de impacto.
A cratera Stickney foi assim batizada em homenagem à Chloe Angeline Stickney Hall, matemática e esposa do astrônomo Asaph Hall, que descobriu as luas marcianas em 1877. Entre 2011 e 2012 a Rússia pretende enviar à Phobos a sonda interplanetária Fobos-Grunt, que será a primeira nave terrestre a retornar à Terra com rochas de outro planeta.
Phobos encontra-se abaixo da órbita síncrona de Marte e lentamente cai em direção ao planeta à razão de 1.8 metro a cada 100 anos. Dessa forma, dentro de 50 milhões de anos Phobos se aproximará tanto de Marte que as forças gravitacionais simplesmente romperão a rocha, produzindo um pequeno anel ao redor do Planeta Vermelho.


Fonte:

www.apolo11.com 

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Telescópios revelam os mistérios da Caixa de Joias celeste

Os aglomerados estelares estão entre os mais fascinantes objetos que podemos ver no céu noturno. De beleza ímpar, encantam desde os curiosos até os astrônomos profissionais, que não se importam em passar horas observando suas estrelas reluzentes, que como diamantes salpicam a escuridão do cosmos.





Um dos mais espetaculares aglomerados desse tipo se encontra próximo ao conhecido Cruzeiro do Sul e pode ser visto com bastante facilidade até mesmo pelos menos experientes.

Oficialmente chamado de NGC 4755, o aglomerado Kappa Crucis também é conhecido pelo apropriado e popular nome de "Caixa de Joias" e não é difícil imaginar o porque. O carinhoso apelido foi cunhado em 1830 pelo astrônomo inglês John Herschel, que não se cansava de admirar o contraste mágico entre as pálidas estrelas azuis e laranjas que via através de seu telescópio, comparando a cena à uma exótica caixa de joias

Um aglomerado desse tipo pode conter milhares de estrelas que são mantidas muito próximas ente si pela força da atração gravitacional. Como essas estrelas se formaram praticamente ao mesmo tempo, suas idades e composições químicas também são parecidas, o que as torna laboratórios ideais para o estudo da dinâmica estelar.

A imagem mostrada acima foi captada pelo Imageador Grande Angular (WFI) do telescópio do observatório de La Silla, localizado nos andes chilenos, e retrata todo o esplendor do aglomerado repleto de estrelas coloridas. O aglomerado se localiza a 6400 anos-luz de distância e tem apenas 16 milhões de anos.



Muitas das estrelas registradas na imagem se localizam fora da Via Láctea, atrás da Caixa de Joias, e são vistas na composição em tons avermelhados. Isso acontece porque a luz das estrelas distantes passa através do gás do aglomerado, que espalha e absorve mais a luz azul do que a vermelha. Como resultado, a luz que chega até os telescópios tendem ao vermelho, um efeito igual ao que produz o pôr-do-sol alaranjado aqui na Terra.

Outra imagem bastante interessante da Caixa de Joias foi feita pelo Grande Telescópio VLT, localizado no observatório europeu de Paranal, também nos andes chilenos, e retrata a mesma região do céu de maneira mais aproximada. A cena revela diversas estrelas supergigantes, muitas delas com mais de 15 vezes a massa solar, além de uma outra supergigante vermelha vista quase que solitária no centro da imagem.

Se observar essas imagens confortavelmente à frente de um monitor já é de tirar o fôlego, imagine então observar a Caixinha de Joias com um telescópio de verdade na companhia de bons amigos? Experimente e veja se John Herschel não tinha razão!



fonte:
www.apolo11.com

domingo, 11 de outubro de 2009

Telescópios mostram embate cósmico entre dois buracos negros

Em alguns bilhões de anos a Via Láctea e a vizinha galáxia de Andrômeda deverão se fundir, dando origem a uma única galáxia ainda maior, mas enquanto esse momento não chega, cientistas observam o futuro encontro de dois buracos negros e que envolve as maiores forças gravitacionais do Universo.





A imagem não deixa dúvidas e mostra a gigantesca galáxia NGC 6240 com dois buracos negros em seu interior, que de acordo com os cientistas, estão se aproximando um do outro. A cena foi obtida com ajuda do telescópio espacial Chandra, que produziu parte das imagens vistas no comprimento de onda dos raios-x e do telescópio espacial Hubble, que capturou parte os dados no espectro visível.

Na imagem, as cores vermelha, laranja e amarelo são aquelas captadas no seguimento dos raios-x, onde cada cor representa níveis diferentes de radiação. No centro, os dois buracos negros são vistos em branco intenso, graças à poderosa emissão de raios-x que faz brilhar as partículas que cercam suas vizinhanças.

A distância entre os dois buracos negros é de 3 mil anos-luz (cerca de 28 quatrilhões de quilômetros) e segundo os astrofísicos, a grande proximidade está relacionada ao movimento espiralado que faz com que ambos os objetos se atraiam mutuamente, em um processo iniciado há mais de 30 milhões de anos. No entender dos pesquisadores, ambos os buracos negros estão à deriva e se fundirão em um único objeto em dezenas ou centenas de milhões de anos.


Estudo Fascinante
Descobrir e estudar a fusão entre buracos negros é um dos campos mais ativos da astrofísica. Desde 2002, os cientistas têm demonstrado grande interesse nas observações de NGC 6240 e outros sistemas semelhantes a partir de imagens feitas pelos telescópios Chandra e outros. O objetivo das pesquisas é compreender o que acontece quando esses objetos exóticos interagem e é isso que fascina os cientistas.



Poderosos e comuns
Os astrofísicos acreditam que a formação de sistemas múltiplos de buracos negros supermassivos deve ser um processo bastante comum no Universo, uma vez que muitas galáxias que contêm buracos negros sofrem colisões e fusões com outras galáxias (como a Via Láctea e Andrômeda).

Pensa-se que os buracos negros duplos podem explicar parte do comportamento incomum, a cada dia observado com mais frequência, que é a distorção e a flexão vista nos poderosos jatos de partículas que partem desses objetos. Além disso, a fusão entre buracos negros supermassivos é provavelmente a mais poderosas fontes de ondas gravitacionais existente no Universo, um campo ainda pouco explorado e compreendido em sua plenitude.


Fonte:
www.apolo11.com

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Astrônomos descobrem anel gigante ao redor de Saturno

PASADENA, CALIFÓRNIA - O telescópio espacial Spitzer descobriu um anel gigante ao redor do planeja Saturno, anunciou ontem à noite o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (agência espacial norte-americana). O fino anel de gelo e partículas de poeira está a 27 graus de inclinação do principal anel do planeta, informou o laboratório. Segundo a porta-voz Whitney Clavin, ele é muito difuso e reflete pouco a luz visível, mas foi detectado pelo sistema de infravermelho do Spitzer.


A extensão do anel começa a cerca de 5,95 milhões de quilômetros de Saturno e vai até uma distância de 11,9 milhões de quilômetros do planeta. Ele é tão grande que poderia abrigar 1 bilhão de planetas Terra em seu interior. Antes da descoberta, Saturno era conhecido por seus sete anéis principais e vários anéis mais fracos. Um estudo sobre o novo anel será publicado hoje na edição online da revista Nature.


"Este é um super anel", disse Anne Verbiscer, uma das autoras do estudo e astrônoma da Universidade de Virgínia, em Charlottesville. Os demais autores são Douglas Hamilton, da Universidade de Maryland, College Park, e Michael Skrutskie, também da Universidade de Virgínia. Os astrônomos acreditam que o material do anel seja proveniente de Phoebe, uma lua de Saturno.


A missão Spitzer, lançada em 2003, é gerenciada pelo Laboratório de Propulsão a Jato em Pasadena, na Califórnia. O telescópio está a 106,2 milhões de quilômetros da Terra, numa órbita ao redor do Sol. (Agência Estado)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

PLANETA JÚPITER


Conhecendo mais o planeta júpiter que está visível durante toda a noite muito brilhante.

Alguns dados do gigante Júpiter:

- Rotação: 9 horas 54 minutos
- Translação: 12 anos
- Diâmetro: 142984 km
- Temperatura: -121 C
- Gravidade: 22.88 m/seg^2
- Luas: 63 confirmadas
- Composição da atmosfera: Hidrogênio, Hélio e amônia

Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar e tem 1.300 vezes o tamanho da Terra, mas sua massa é de somente 318 vezes maior.

Além da Grande Mancha Vermelha e seus 4 grandes satélites, o plnaeta também apresenta anéis.

Júpiter tem composição química muito parecida com a do Sol, composto de 86% hidrogênio e 14% de hélio e só não é uma estrela porque sua massa não é suficientemente grande para elevar a pressão e a temperatura dos gases e causar a fusão necessária à reação nuclear, similar ao que ocorre no Sol.

O núcleo de Júpiter é muito quente e libera 3 vezes mais calor do que recebe do Sol.

Os anéis de Júpiter
Os anéis de Júpiter foram descobertos somente em março de 1979, através da sonda norte-americana Voyager I, que constatou-se ser um sistema de anéis de partículas sólidas que circundam o planeta na região equatorial.

A faixa principal do anel tem aproximadamente 6.800 km de largura e está a 50 mil km acima das camadas de nuvens superiores do planeta.

Os anéis são praticamente impossíveis de se observar da terra devido à baixa densidade das partículas que o compõe, aliado ao forte brilho do planeta. Mesmo assim, quatro dias após sua descoberta pela Voyager e conhecendo-se as condições atmosféricas ao seu redor, os anéis puderam ser detectados a partir de observações terrestres.


> Muitas Luas

A gigantesca dimensões do planeta e as diversas luas que giram ao seu redor lembram um sistema solar em miniatura.

Em 15 de Maio de 2003, Scott Sheppard publicou na revista científica Nature a descoberta de mais 23 novos satélites, o que aumentou o total de satélites conhecidos para 61. Atualmente (2009), Júpiter tem 63 satélites conhecidos.

As principais luas, em ordem de distância, são: Io, Europa, Ganimedes e Calisto.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

2 mil dias de missão do jipe-robô Spirit

Jipe-robô está colhendo material para análises em Marte e a NASA comemora dois mil dias marcianos de missão.


Nesta terça-feira (18) faz 2 mil “dias marcianos” que o jipe-robô Spirit explora Marte. A Agência Espacial Americana – NASA – divulgou as imagens geradas pela combinação de sete quadros enviados pela câmera de navegação da sonda sobre rodas, obtidos no 1.891º ‘sol’ da jornada do Spirit. Para quem não sabe, “Sol”, também é o nome do dia marciano,porque geralmente é assim que se chama o dia solar em Marte, ou ou dia sideral. Entendeu?


Saiba mais sobre dia marciano

Segundo informações colhidas no artigo Timekeeping on Mars (Cronometragem em Marte), não se deve confundir o que normalmente se chamada de sol/dia (o chamado dia solar) com o período de rotação do planeta (o dia sideral). O dia solar, que corresponde a 24 horas 39 minutos e 35,244 segundos em Marte ou 24h 0,002s na Terra é o tempo médio que o Sol demora entre duas passagens consecutivas por um determinado meridiano. O dia sideral, que corresponde a 24h 37m 22,663s segundos em Marte ou 23h 56m 4,2s na Terra é o tempo médio que o planeta demora a fazer uma rotação completa.

A diferença entre os dois períodos deriva da conjugação entre os movimentos de rotação e de translação. Num planeta prógrado como a Terra ou Marte, o dia sideral é mais curto que o dia solar. No instante 1, o Sol e uma determinada estrela distante estão alinhados no zénite. No instante 2 o planeta completou uma rotação de 360º e a estrela está novamente no zénite (o período entre 1 e 2 corresponde a um dia sideral). Só uns minutos mais tarde, no instante 3, o Sol chega ao zénite, completando um dia solar (período entre os instantes 1 e 3).

O lugar de onde foram tiradas foi informalmente designado de Troia.
Você sabe quantas estrelas é possível ver a olho nu em um céu na escuridão? São cerca de 2 mil estrelas. Nos arredores das grandes cidades, a poluição luminosa faz esse número cair para 250 e no centro de uma metrópole para apenas 25 estrelas visíveis.



A iluminação urbana e a poluição do ar são tão grandes que impedem a simples observação do céu sem recursos de binóculos ou telescópios. As partículas que ficam suspensas na atmosfera refletem e difundem a luz das lâmpadas ofuscando o brilho das estrelas.

Esse foi um dos temas debatido por astrônomos durante a Assembleia Geral da União Astronômica Internacional, a IAU, realizada na última semana no Rio de Janeiro.

Um texto elaborado pelo astrônomo australiano Richard Wainscoat pediu “em defesa do céu noturno e pelo direito à luz das estrelas". A proposta ressaltou ainda que "um céu noturno não poluído deve ser considerado um direito sociocultural e ambiental fundamental".

Hoje para se ter uma vista privilegiada é preciso viajar 200 quilômetros para regiões longe das cidades grandes ou médias. “Quem mVocê sabe quantas estrelas é possível ver a olho nu em um céu na escuridão? São cerca de 2 mil estrelas. Nos arredores das grandes cidades, a poluição luminosa faz esse número cair para 250 e no centro de uma metrópole para apenas 25 estrelas visíveis.

A iluminação urbana e a poluição do ar são tão grandes que impedem a simples observação do céu sem recursos de binóculos ou telescópios. As partículas que ficam suspensas na atmosfera refletem e difundem a luz das lâmpadas ofuscando o brilho das estrelas.

Esse foi um dos temas debatido por astrônomos durante a Assembleia Geral da União Astronômica Internacional, a IAU, realizada na última semana no Rio de Janeiro.

Um texto elaborado pelo astrônomo australiano Richard Wainscoat pediu “em defesa do céu noturno e pelo direito à luz das estrelas". A proposta ressaltou ainda que "um céu noturno não poluído deve ser considerado um direito sociocultural e ambiental fundamental".

Hoje para se ter uma vista privilegiada é preciso viajar 200 quilômetros para regiões longe das cidades grandes ou médias. “Quem mora em localidades onde o espaço entre uma cidade e outra não é superior a 300 quilômetros não tem como encontrar um céu escuro”, concluiu Wainscoat.

Os astrônomos não defenderam um apagão nos grandes centros urbanos, mas sim o término do desperdício com a iluminação noturna. Atualmente, já existem leis em outros países contra a poluição luminosa. Eles acreditam que no futuro, a necessidade de poupar energia pode resultar em leis em diversas partes do mundo.


Foto: Céu sobre a região de Paranal, no Chile. Um dos locais com o céu mais limpo do mundo e onde se encontram os principais telescópios do hemisfério Sul. Crédito: ESO.ora em localidades onde o espaço entre uma cidade e outra não é superior a 300 quilômetros não tem como encontrar um céu escuro”, concluiu Wainscoat.

Os astrônomos não defenderam um apagão nos grandes centros urbanos, mas sim o término do desperdício com a iluminação noturna. Atualmente, já existem leis em outros países contra a poluição luminosa. Eles acreditam que no futuro, a necessidade de poupar energia pode resultar em leis em diversas partes do mundo.


Foto: Céu sobre a região de Paranal, no Chile. Um dos locais com o céu mais limpo do mundo e onde se encontram os principais telescópios do hemisfério Sul. Crédito: ESO.


Fonte:

www.apolo11.com

domingo, 16 de agosto de 2009

Visita do Caafs a Boa Vista do Tupim...



Após ser adiado por duas vezes, no dia 8 de agosto o Caafs visitou a cidade de Boa Vista do Tupim na Chapada Diamantina, distante 210 km de Feira de Santana.
Por volta de 18h30min, os integrantes do Caafs foram para a Praça central Ruy Barbosa montar e alinhar os telescópios, alguns banners foram montados para exposição aos habitantes da cidade.
Com os telescópios montados era necessário aguardar o planeta júpiter no céu a uma altura de 20º para que fosse possível observá-lo, isto ocorreu por volta das 19h40min, enquanto o publico aguarda para observar o planeta júpiter e suas luas os banners foram expostos e explicados pelos integrantes do Clube de Astronomia. Rapidamente quando foi apontado o telescópio para o júpiter uma grande fila se formou para observá-lo. Em torno das 20h30min, a lua começou a ser observada, como havia dois telescópios montados um ficou apontado para o planeta júpiter e o outro para a lua.
A população de Boa Vista do Tupim ficou maravilhada ao ver o planeta Júpiter com quatro (Europa, Calisto, Io e Ganimedes) de seus sessenta e duas satélites e a nossa lua com 85% de sua luminosidade ofuscava a visão dos observadores mesmo com tanto brilho foi possível ver as suas crateras encantado as pessoas que observaram a lua.


Com um publico estimado de 400 pessoas, o Caafs encerrou as observações na praça central às 20h30min seguindo direção a uma fazenda afastado da luminosidade do centro da cidade para atividade interna, como é chamado pelo clube de curso interno de observação onde os integrantes mais experientes ensinam aos que tem pouco tempo de clube os assuntos mais diversos relacionado à astronomia. Algumas constelações foram ensinadas aos membros (Águia, Lira, Pegasus, Andrômeda, Cassiopeia, Cisne, Escorpião e Sagitário), meteoros foram observados e comentados como ocorre este evento, M31 (galáxia de Andrômeda), M6 e M7 (ambos em sagitário), são alguns exemplos de objetos do catalogo do Missier observados, como a lua estava muito brilhante as atividades foram encerradas por volta das 2h00min com a sensação de missão cumprida no que diz respeito à divulgação da astronomia.



A realização desta viagem foi possível graças ao apoio do Observatório Antares, da Universidade Estadual de Feira de Santana e de algumas pessoas da própria cidade de Boa Vista do Tupim ajudaram na realização deste evento são eles o Secretario de Cultura Weldon Bitencourt e Jadson Guimarães.

Projeto de divulgação da astronomia idealizado e realizado pelo Clube de Astronomia de Feira de Santana (Caafs).



segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Chuva de meteoros na madrugada

Nos dias 11 e 12 agosto, nas madrugadas frias e limpas do hemisfério Sul ganham um toque bastante especial e durante algumas horas ficam ainda mais salpicadas de estrelas. O motivo é o pico da chuva de meteoros Perseídas, encarregada de lançar sobre a atmosfera da Terra até 80 estrelas cadentes por hora.

Nesses dias a Terra cruza a região mais densa da esteira e acontece o pico da chuva, com taxa estimada de até 80 fragmentos por hora, o que faz da Perseídas uma das mais intensas chuvas de meteoros. Recebe este nome devido ao seu radiante estar localizado na constelação de Perseu, de onde parece sair os meteoros, entenda o que acontece a seguir.

As causas das chuvas meteóricas, normalmente têm como causa os fragmentos de matéria deixada para trás por algum cometa ou asteróide. Quando os cometas se aproximam do Sol algumas partes derretem e se rompem, produzindo milhões de fragmentos de gelo e poeira que formam uma grande trilha. Esses fragmentos, em sua maioria do tamanho de um grão de arroz, queimam ao penetrar em nossa atmosfera, produzindo os riscos luminosos característicos das chuvas de meteoros.


Duas coisas podem atrapalhar suas observações, são elas: a chuva, se tiver chovendo não é possível observar nenhum meteoro, a lua nesse dia de pico de chuva meteórica estará entre 75 a 60% de sua luminosidade atrapalhando a observação dos meteoritos.

Como o radiante da chuva de meteoros vai ser em Perseu é necessário aprender a encontrá-la:

 Na imagem abaixo é mostrado constelações e asterismos (posicionamento de estrelas bastante conhecidas), a nordeste temos Altair (alfa de águia), Vega (alfa de lira) e Deneb (alfa de cisne) estas três formando o asterismos "O grande triangulo do Norte", no lado norte um pouco mais acima tem-se o asterismos conhecido como "o grande quadrado de pegasus", próximo ao lado leste na constelação de touro temos as hyades que representa a cabeça do touro. 

Com estes asterismos e constelações em mente facilmente a constelação de Perseu será encontrada, sendo que esta constelação já é um asterismos, suas estrelas principais estão dispostas de tal modo que se aparenta com a letra "Y".



Alem da chuva de meteoros, da lua neste atrapalhando com seu alto brilho ainda teremos a companhia de dois planetas, marte e Vênus, este ultimo muito brilhante marte muito longe da beleza do brilho de Vênus, boas observações.



Fonte:

Imagens capturadas dos programas:
- Stellarium 0.9.1
- Sky Chart III